VISÃO DAS VISÕES SOBRE A LINGUAGEM VISUAL

NOME DO COORDENADOR DO PROJETO: EDISON DA SILVA FARIAS

TÍTULO DO PROJETO: VISÃO DAS VISÕES SOBRE A LINGUAGEM VISUAL: O PENSAMENTO KEPESIANO EM PAUTA

RESUMO DO PROJETO:
A pesquisa se arquiteta e se constrói sobre o tempo e os espaços desenhados pela trajetória da atividade docente em Artes Visuais (bacharelado, licenciatura e mestrado), Arquitetura e Design (especialização). As atividades do pesquisador no ensino das artes visuais na UFPA, notadamente gravura e escultura, levou-o cada vez mais ao interesse sobre a linguagem visual (seus elementos e sua sintaxe), e ao desejo de organizar o pensamento sobre esse topos.
As publicações em língua portuguesa, entre estas, Ostrower, “Universos da Arte” (1920); Dondis, “Sintaxe da Linguagem Visual (1991); Arnheim, “Arte & Percepção Visual - Uma Psicologia da Visão Criadora (1980), “La Nueva Visión y Reseña de um artista” (1972) de Moholy-Nagy,); “Fundamentos Del diseño” (1977) deScoth, Saumarez; “A interação da cor” (2009) de Albers, ou a de Graves (1952), dentre outras, serão relidas sobre o prisma do pensamento kepesiano, na medida em que este sinalizar para a construção de matrizes teóricas sobre as questões da linguagem visual em suas problematizações e ainda iluminar as seguintes questões:

  • o que é a linguagem visual?;

  • que teorias constroem o corpus da linguagem visual?

  • existe (m) matriz (es) da Linguagem Visual?

  • que espaço ocupa Kepes na raiz das discussões sobre o tema?

  • quais conexões se tornam possíveis de se articular no âmbito dessas teorias com o estágio da linguagem visual na cultura da imagem contemporânea, especialmente na educação e nas novas mídias?

  • haverá uma linha possível de ser desenhada sobre a teoria da linguagem visual que contribua para a leitura da imagem em suas categorias;

Em princípio, o diálogo por meio de leituras comparativas e críticas entre o pensamento kepesiano e os textos fundamentais, publicados em língua portuguesa, sobre o assunto em tela, elege como esteira a(s) Semiótica(s) da Imagem e, dessa forma pretende contribuir para com o aumento do conhecimento nas áreas afins, arte, design, arquitetura e comunicação.
Finalmente, uma possível hipótese se configura, face às questões destacadas: “a obra de Kepes não somente é o resultado do americanwaylife, ou o resultado do deslumbre frente à aurora da sociedade da imagem, mas engendra, em seu tempo, questões fundamentais para a o aumento do conhecimento dos fenômenos (por ora) visíveis e que necessitam de um apurado estudo sob a luz da(s) Semiótica(s) da Imagem, palmilhando-se, num exercício acadêmico, o que pode se apresentar nas discussões, como apocalíptico ou integrado e, hodiernamente, híbrido, na percepção e construção da imagem”.